Somos uma associação de ambiente, sem fins lucrativos,
e pretendemos contribuir para
a conservação da natureza na região de Riba-Côa


    NOTICÍAS

 

» Campo de trabalho CONSERVAÇÃO DAS AVES DE RAPINA DO VALE DO CÔA
27 de Agosto a 8 de Setembro de 2007
» Curso de Identificação, Biologia e Conservação de Aves de Rapina, 2ª Edição
» Elaboração de Proposta de Criação de ZIF Algodres/Vale de Afonsinho no vale do Côa

 

Curso de Identificação, Biologia e Conservação de Aves de Rapina, 2ª Edição


A Associação Transumância e Natureza (ATN), a Associação Aldeia e o Parque Natural do Douro Internacional organizaram a segunda edição do Curso de Identificação, Biologia e Conservação de Aves de Rapina , que decorreu de 31 de Maio e 3 de Junho de 2007 . Este curso de nível de iniciação tem como objectivos: criar novas oportunidades de aprendizagem e consolidar conhecimentos sobre biologia e identificação de aves de rapina; servir de espaço para a discussão e reflecção sobre a conservação destas aves; estimular os participantes para a descoberta da região do Nordeste e o seu importante valor natural. Este ano foram mais de 25 os participantes que tiveram a oportunidade de conhecer as rapinas e paisagens da área sul do Parque Natural do Douro Internacional, Parque Natural Arribes del Duero e ZPE do Vale do Côa. O curso teve inicio em Figueira de Castelo Rodrigo, com um módulo teórico de introdução à identificação das muitas espécies que se podem observar na região. Seguiram-se três dias de visitas de campo, onde os participantes treinaram técnicas de identificação, monitorização e conservação de aves de rapina. Não faltaram oportunidades de observar espécies rupícolas emblemáticas como o Grifo, o Britango, a Águia-real e a Águia-de-Bonelli, mas também outras espécies comuns (Milhafre-preto, Milhafre-real, Águia-cobreira, Peneireiro, Gavião, entre outras. Foram também organizadas tertúlias sobre “Identificação e Fotografia de Rapinas” e “Turismo ornitológico e desenvolvimento local”. No último dia do curso foi realizado um percurso pedestre desde Algodres até ao rio Côa, passando pelos terrenos da ATN, que constituem a reserva da Faia Brava. A associação aproveitou esta oportunidade para apresentar o projecto de micro-reservas e as acções que estão a ser desenvolvidas.

A segunda edição deste curso contou com o apoio do Parque Natural Arribes de Duero, Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, Junta de Freguesia de Almofala, Junta de Freguesia de Algodres.

 

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Campo de trabalho CONSERVAÇÃO DAS AVES DE RAPINA DO VALE DO CÔA
27 de Agosto a 8 de Setembro de 2007

 

 

A Associação Transumância e Natureza está a organizar um campo de trabalho, que decorrerá de 27 de Agosto a 8 de Setembro de 2007. Voluntários locais, nacionais e internacionais vão ter a oportunidade de participar em acções prácticas de conservação das aves de rapina do Vale do Côa, no âmbito do Projecto de Conservação de Aves Rupícolas , projecto que existe desde 2000 e que deu origem à associação. As principais actividade envolvidas no campo de trabalho são:

•  Construção de um alimentador de necrófagas

•  Recuperação de um pombal tradicional

•  Construção de um cercado de repovoamento de coelhos

•  Vigilância de incêndios

•  Actividades de monitorização de avifauna

Para além das acções de voluntariado pertende-se proporcionar aos participantes tempo livre, com oportunidades de aprendizagem sobre projectos de conservação de aves de rapina, para além de convívio com a comunidade local, passeios e música.

Esta actividade destina-se a participantes com idade superior a 18 anos, com vontade de passar umas férias activas na natureza e simultaneamente colaborando num projecto de conservação da natureza de referência na região de Riba-Côa. É essencial que os voluntários tenham disponibilidade de participar no campo de trabalho durante os 13 dias do evento. Os trabalhos serão efectuados ao ar livre, sob temperaturas relativamente elevadas de Verão, portanto será necessário estar em boa forma física, estar protegido com vestuário fresco e protector solar adequado, mas sobretudo é necessário ter bastante entusiasmo e interesse pela conservação da natureza. O alojamento será feito em acampamento básico, as instalações sanitárias serão disponibilizadas no acampamento. Serão fornecidas 3 refeições diárias aos voluntários. O transporte até Figueira de Castelo Rodrigo ficará a cargo de cada participante. O transporte até ao acampamento e durante o campo de trabalho será assegurado pela organização.

Número máximo de participantes: 15

Inscrições: a participação dos voluntários nacionais e internacionais no campo de trabalho está condicionada ao pagamento de uma taxa no valor de 45 euros, no caso de não-sócios e 25 euros para sócios da ATN. Esta taxa inclui alojamento, alimentação, seguro de acidentes pessoais, t-shirt.

Download ficha de inscrição

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Elaboração de Proposta de Criação de ZIF Algodres/Vale de Afonsinho no vale do Côa

Com o intuito de proteger a mancha de sobreiros situada entre o Rio Côa e a Ribeira de Aguiar (concelho de Fig. Castelo Rodrigo), a maior extensão desta espécie no distrito da Guarda, a Associação candidatou-se a verbas do Fundo Florestal Permanente, destinadas elaborar a proposta de criação de uma Zona de Intervenção Florestal - ZIF. Este trabalho inclui ainda a elaboração de um Plano de Defesa Florestal. A candidatura foi aprovada e os trabalhos, que já estão a decorrer, vão continuar ao longo dos próximos meses.


O QUE É UMA Zona de Intervenção Florestal - ZIF?

Uma ZIF é uma área territorial contínua, constituída na sua maioria por espaços florestais, sujeita a um plano de gestão florestal e a um plano de defesa da floresta e gerida por uma única entidade.

As ZIF devem ainda:
• Compreender uma superfície mínima de 1000 ha e incluir pelo menos 50 proprietários ou produtores florestais e 100 prédios rústicos;
• Abarcar territórios contínuos, sendo de evitar a existência de encravados;
• Inserir-se no território de um único PROF podendo, excepcionalmente, estender-se por mais do que um PROF em situações devidamente justificadas;
• Promover o alargamento, em continuidade, do território já integrado em ZIF, sempre que surja a constituição de nova ZIF na envolvente próxima de outras ZIF já existentes. O espaço intersticial entre duas ZIF vizinhas não pode inviabilizar uma eventual posterior constituição de outra ZIF intermédia;
• Respeitar os limites dos prédios rústicos, mesmo se de grandes dimensões.

OBJECTIVOS

Pretende-se com a criação de Zonas de Intervenção Florestal – ZIF, a obtenção de espaços contínuos submetidos a planos comuns de intervenção e geridos por uma única entidade, como medida capaz de introduzir escala e profissionalização na acção do ordenamento e da gestão florestal, em zonas onde a dimensão da propriedade só o permite através da organização dos proprietários florestais em torno da gestão e defesa comuns do património individual. A constituição dessas zonas é estritamente da iniciativa privada local, podendo ser dinamizada por entidades públicas da administração central e local.

Com este modelo de organização e gestão do território visa-se:
• Promover uma gestão activa e permanente dos espaços florestais, através da existência de uma entidade gestora que assegura a gestão de todo o território da ZIF;
• Proteger eficazmente as áreas florestais e os espaços rurais associados, minimizando as condições de ignição e de propagação de incêndios e os factores de depauperamento da vitalidade dos povoamentos;
• Fomentar a recuperação ordenada dos espaços florestais e naturais afectados por incêndios;
• Dar coerência territorial e eficácia aos diferentes instrumentos de ordenamento e à acção de todos os que intervêm no espaço florestal

Fonte: http://www.dgrf.min-agricultura.pt/v4/dgf/area.php?areaid=ZIF

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